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Retorno de Abel Braga ao Inter é ofuscado por declaração homofóbica
Por Redação FutInter em 30/11/2025 19:51
O retorno de Abel Braga ao comando técnico do Internacional, com a missão desafiadora de afastar o fantasma do rebaixamento para a Série B, foi rapidamente ofuscado por uma declaração controversa. Em sua primeira aparição pública, o experiente treinador emitiu uma piada com conotação homofóbica, gerando imediata repercussão negativa e questionamentos sobre a adequação de suas palavras em um ambiente profissional.
Durante a coletiva de imprensa que marcou sua apresentação, Abel Braga narrou um diálogo prévio com André D'Alessandro, diretor do clube, que outrora foi seu atleta. O relato, que visava ilustrar a intensidade e onipresença de D'Alessandro no campo, descambou para um comentário impróprio que dominou a pauta do evento.
A Declaração Controversa na Apresentação
A fala exata de Abel Braga, ao reproduzir sua suposta conversa com D'Alessandro , foi a seguinte:
"Um que foi meu atleta e tenho muita admiração. O D'Ale parece uma formiguinha, está em todo lugar do campo. Fiz uma brincadeira, ele deu um esporro em todo mundo. 'Eu falei não quero po*** do meu time treinando de camisa rosa, parece time de viado'. Ele já falou: 'já falei que tem de tirar essa camisa ae'".
A transcrição da declaração evidencia a gravidade do conteúdo e a escolha de palavras que, em qualquer contexto, são inaceitáveis. O incidente levanta um debate importante sobre a responsabilidade de figuras públicas, especialmente em posições de liderança e visibilidade dentro de grandes instituições esportivas.
O Desafio Esportivo e o Impacto Fora de Campo
Abel Braga assume o comando do Internacional nas duas rodadas finais do Campeonato Brasileiro, um período de alta pressão e decisões cruciais para o futuro do time. Seu último trabalho em uma equipe profissional havia sido em 2023, quando deixou o Vasco da Gama. A expectativa era de que sua vasta experiência e histórico com o clube pudessem trazer a serenidade necessária para a reta final da competição. No entanto, o episódio da coletiva adiciona uma camada de complexidade e distração a um momento que exigiria foco total na esfera esportiva.
A missão de evitar o descenso já é por si só um enorme fardo, e a polêmica gerada por suas próprias palavras certamente não contribui para um ambiente de tranquilidade e união, elementos cruciais para superar adversidades. Resta saber como o clube e o próprio treinador lidarão com as consequências dessa declaração enquanto tentam salvar a temporada.
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