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Inter terá maratona de jogos em janeiro sob comando de Pezzolano

Por Redação FutInter em 02/01/2026 13:13

O Internacional entra em 2026 carregando a responsabilidade de defender sua hegemonia regional. Após interromper a sequência de sete títulos do maior rival, o Colorado inicia o ano sob os holofotes e com a obrigação de manter o troféu do Campeonato Gaúcho no Beira-Rio. Contudo, a missão não será simples, dada a densidade do cronograma imposto pelas mudanças na organização do futebol nacional.

Diferente do que ocorreu no ciclo anterior, o primeiro mês do ano será marcado por uma intensidade física extrema. Em janeiro de 2025, o elenco principal entrou em campo apenas três vezes. Para a atual temporada, esse número saltou para seis compromissos oficiais, divididos entre o torneio estadual e o início antecipado do Campeonato Brasileiro. Essa alteração estrutural obriga a comissão técnica a acelerar processos que, em anos convencionais, seriam tratados com maior cautela.

Abaixo, é possível observar a disparidade entre os períodos comparados:

Período Total de Partidas Competições
Janeiro de 2025 3 Gauchão
Janeiro de 2026 6 Gauchão e Brasileirão

Desafio tático e físico na abertura da temporada colorada

A maratona de Paulo Pezzolano terá início no dia 11 de janeiro, enfrentando o Novo Hamburgo em Porto Alegre. A partir deste ponto, o Internacional terá um intervalo médio de apenas 72 horas entre as exibições. O roteiro inclui visitas ao Monsoon e ao Ypiranga, seguidas por confrontos diretos no Beira-Rio contra o Inter de Santa Maria e o clássico Gre-Nal. O fechamento do mês ocorre no dia 28, já pela elite do futebol brasileiro, contra o Athletico-PR.

Esta sequência ininterrupta de jogos serve como prova de fogo para o planejamento da diretoria. Sem competições internacionais na agenda (Libertadores ou Sul-Americana), o foco total nas frentes domésticas torna-se uma faca de dois gumes: há menos viagens continentais, mas a cobrança por resultados imediatos no Gauchão e um bom arranque no Brasileirão será implacável sobre o trabalho do treinador uruguaio.

O elenco que Pezzolano tem em mãos é fruto de uma manutenção estratégica. Peças fundamentais como Alan Patrick, Braian Aguirre e Bruno Henrique garantiram sua permanência através de renovações contratuais. Embora o mercado sinalize algumas saídas, a espinha dorsal foi preservada para dar sustentação ao comandante, que já demonstrou competência em cenários de alta pressão ao conquistar a Série B pelo Cruzeiro anteriormente.

A reconstrução do Internacional sob a ótica de Pezzolano

O cenário atual é de reconstrução. O torcedor colorado ainda guarda na memória o desgaste emocional de 2025, quando o clube flertou perigosamente com a zona de rebaixamento e só garantiu a permanência na reta final. A escolha por Paulo Pezzolano reflete a busca por um perfil de liderança capaz de reorganizar o vestiário e implementar uma filosofia de jogo resiliente desde o apito inicial da temporada.

A ausência de torneios da Conmebol em 2026 coloca o Campeonato Brasileiro e o Gauchão como as únicas vias de redenção para a imagem do clube. Iniciar o ano com o dobro de carga competitiva em relação ao passado recente testará não apenas a qualidade técnica dos jogadores, mas a capacidade de gestão de elenco da comissão técnica diante de um calendário que não permite erros ou tempo excessivo para ajustes.

A expectativa é que a base vencedora do último estadual consiga absorver as ideias de Pezzolano rapidamente. Com um jogo a cada três dias logo na largada, o Internacional precisará de mais do que apenas talento individual; precisará de um sistema coletivo sólido para suportar o desgaste e corresponder à ansiedade de uma arquibancada que espera um 2026 muito mais estável e vitorioso.

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