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Inter no Z-4: Entenda as Falhas Coletivas e Decisões que Ameaçam o Futuro Colorado
Por Redação FutInter em 12/03/2026 01:11
A quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2025 já deixou lições claras, mas o Internacional parece alheio a elas. O clube gaúcho figura na zona de rebaixamento e demonstra uma persistente dificuldade em somar pontos. As razões para este cenário sombrio se entrelaçam a um grupo de jogadores que se mostrou fragilizado desde o princípio, com suas carências expostas pelas decisões recentes de Paulo Pezzolano.
Desempenho Insatisfatório e Ataque Escasso
A derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, na Arena MRV, desenhou um roteiro previsível e alarmante para a torcida. Embora a equipe tenha criado oportunidades, a capacidade de finalização se mostrou insuficiente. Foram 21 tentativas, com oito delas direcionadas ao gol, mas apenas três bolas encontraram as redes adversárias. Este dado posiciona o Inter com um dos piores ataques da competição, igualado a Bragantino e Vasco.
A ausência de gols como impeditivo para a vitória é uma constante, e a vulnerabilidade defensiva se tornou uma certeza. Diante do Galo, o gol sofrido ocorreu em um intervalo de apenas um minuto e meio, evidenciando a fragilidade do sistema.
Vulnerabilidade Defensiva e Escolhas Questionáveis na Lateral
O setor defensivo se apresenta como um convite aos adversários. A dificuldade em proteger o lateral-esquerdo Bernabei, por exemplo, tem sido explorada sistematicamente. O técnico Pezzolano ainda não estabeleceu uma estrutura que minimize essas falhas, permitindo que adversários como Cuello transitem com facilidade e criem perigo. A atuação do argentino foi um exemplo claro de como os rivais já identificaram este ponto fraco.
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A contratação de Matheus Bahia, que não teve espaço no clube homônimo do Nordeste após passagem pelo Ceará, não resolveu a carência na posição. O jogador aguarda sua estreia, sem ter sido inscrito no Campeonato Gaúcho, o que limita as opções imediatas.
Preocupações na Zaga e no Meio-Campo
A defesa central também gera apreensão. Os problemas já eram visíveis na temporada anterior, com Vitão, e a saída do seu principal zagueiro para o Flamengo acentuou a fragilidade. Félix Torres, contratado para suprir a lacuna, não entregou o desempenho esperado. Mercado, que sequer foi relacionado contra o Galo, e Victor Gabriel também estão em débito.
No meio-campo, a falta de cobertura e os espaços concedidos são evidentes. Em alguns momentos, jogadores como Bruno Gomes atuam mais recuados, em uma função híbrida entre terceiro zagueiro e volante, enquanto Paulinho tenta conter os avanços adversários.
| Partidas | Vitórias | Empates | Derrotas | Gols Pró | Gols Contra | Pontos | Aproveitamento |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 5 | 0 | 2 | 3 | 3 | X | 2 | 13,33% |
Impacto das Substituições e Desempenho Individual
Alan Rodríguez, apesar de sua movimentação, não tem contribuído significativamente na contenção defensiva e sua participação ofensiva tem sido menor que o esperado. Sua performance foi marcada por uma oportunidade clara de gol perdida aos 35 minutos do segundo tempo, ao chutar por cima.
A falta de pontaria demonstrada pelos atletas é um reflexo das limitações do elenco e exige um aprimoramento do trabalho tático de Pezzolano, mesmo que o técnico afirme que a prática ocorra nos treinamentos.
Decisões Táticas e o Combo do Terror
Além da instabilidade defensiva e da baixa eficiência ofensiva, as substituições promovidas por Pezzolano têm sido questionáveis. A saída de Bruno Gomes para a entrada de Tabata no intervalo, por exemplo, não trouxe o impacto necessário. Carbonero, que demonstrava ser um incômodo para os adversários, deu lugar a Kayky. Vitinho, que era titular até o Gre-Nal, só entrou em campo aos 38 minutos do segundo tempo.
O Pior Início e a Realidade da Zona de Rebaixamento
O resultado dessas falhas coletivas e individuais é o pior início do Internacional nos pontos corridos desde 1990. Com apenas dois pontos em 15 disputados, o aproveitamento de 13,33% coloca o clube na 18ª posição. A situação se agrava se o Vasco pontuar contra o Palmeiras, o que levaria o Colorado à penúltima colocação, à frente apenas do Cruzeiro em saldo de gols.
Apesar dos problemas financeiros que assolam o clube e das cobranças públicas por dívidas, havia uma necessidade clara de fortalecer o elenco para evitar riscos. A escolha por um grupo considerado frágil se mostra perigosa e a resposta, neste momento, parece ser uma obviedade.
O Futuro Imediato e a Urgência por Soluções
A vitória se torna imperativa já no próximo domingo, contra o Bahia, no Beira-Rio, pela sexta rodada do Brasileirão. Pezzolano terá a difícil tarefa de encontrar soluções para reverter este cenário desolador. O confronto está marcado para as 16h.
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