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Inter: Entenda os Motivos da Derrota na Estreia do Brasileirão
Por Redação FutInter em 29/01/2026 00:52
A abertura do Campeonato Brasileiro apresentou um resultado adverso para o Internacional, que foi superado pelo Athletico-PR no Beira-Rio. Para além da frustração imediata do torcedor, que almejava um começo vitorioso após o expressivo triunfo no clássico Gre-Nal, uma análise mais aprofundada revela elementos que contribuem para a compreensão do placar desfavorável.
Decisões Táticas e Desgaste Físico na Escalação
Um dos pontos cruciais para a compreensão da performance do Inter na estreia reside nas escolhas de escalação. Em comparação com a equipe que obteve a vitória no clássico contra o rival, o técnico Paulo Pezzolano implementou modificações significativas. Nomes como Mercado, Paulinho e Carbonero foram mantidos no banco de reservas, enquanto Alan Patrick teve sua função em campo ligeiramente alterada.
Embora a intenção por trás dessas movimentações fosse gerenciar o desgaste físico acumulado pela intensa maratona de jogos no Campeonato Gaúcho, a decisão acabou por comprometer a estrutura coletiva da equipe justamente no início de uma competição de longa duração, como é o Brasileirão. A partida contra o Athletico, pelo mando de campo e pela projeção do adversário, era vista como um confronto de suma importância para a conquista dos primeiros pontos.
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O próprio comandante explicou a situação após o confronto: ? Alan Patrick jogou onde gosta, de meia pela esquerda. Jogamos com o Tabata de meia pela direita. A linha deles ficou baixa. Carbonero fez um bom clássico e terminou muito cansado. Jogará sempre quem eu achar que está fisicamente e mentalmente 100% ? declarou Pezzolano.
Limitações do Elenco e Impacto no Desempenho
A estratégia de poupar jogadores, apesar de ter uma lógica em termos de gestão de elenco, expôs uma fragilidade reconhecida pelo próprio técnico: a dimensão do grupo. As substituições realizadas não conseguiram manter o mesmo patamar de desempenho em campo. Jogadores como Victor Gabriel, Bruno Henrique e Tabata foram acionados, mas a partida evidenciou que, no momento atual, eles não possuem a capacidade de suprir as ausentias de titulares sem uma queda perceptível na intensidade e na qualidade do jogo.
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O resultado foi um time com menor ímpeto, maiores dificuldades na criação de jogadas e, consequentemente, mais suscetível a sofrer gols logo nos minutos iniciais. A estratégia adotada também teve seu peso no resultado final. O Inter pareceu ter "esticado a corda" de forma mais acentuada para o clássico, e na estreia do Brasileirão, a abordagem foi invertida, priorizando a preservação em um momento que demandava força máxima.
A Dificuldade em Transformar Volume em Gols
Ao sofrer o gol logo no início do confronto, o Internacional se viu diante de um adversário que se postou de forma sólida defensivamente e executou seu plano de jogo com eficiência. Apesar de deter a posse de bola e tentar impor pressão, a equipe colorada encontrou barreiras significativas para converter o volume de jogo em oportunidades claras de gol. Mesmo com alguns lampejos de recuperação, faltou a clareza, a intensidade e a precisão necessárias para reverter o placar.
O treinador reconheceu a influência do clássico recente na preparação: ? Temos a prioridade do Brasileiro, mas quando se joga um clássico, é um campeonato à parte, tem que ganhá-lo. Isso pesou. Fazia só três dias. Não fizemos o gol. Se fizéssemos as chances que criamos, teríamos ganhado ? afirmou.
Paulo Pezzolano, técnico do Inter, na estreia do Brasileirão ? Foto: Maxi Franzoi/AGIF
Pontos Positivos e Lições para o Futuro
Apesar do revés inicial, alguns aspectos positivos emergiram da partida. Villagra, a mais recente contratação, demonstrou em poucos minutos uma maior fluidez na saída de bola, aprimorou a organização do meio-campo e indicou ser uma alternativa promissora para um setor que carece de consistência. Borré, mesmo com poucas opções de apoio em diversos momentos, mostrou-se combativo, participou da construção das jogadas e demonstrou repertório, confirmando a boa impressão deixada no Gre-Nal.
Carbonero, ao ser acionado, conferiu outra dinâmica ao ataque, adicionando profundidade e agressividade pelas laterais, características que fizeram falta na formação titular. O Campeonato Brasileiro é uma competição extensa, e uma derrota na rodada inaugural não determina o destino da equipe. Contudo, o confronto contra o Athletico serve como uma lição importante: o Internacional não dispõe de margem para subestimar adversários, especialmente enquanto o elenco não apresentar respostas consistentes em situações de rodízio.
Ajustar as prioridades, reconhecer as limitações atuais do grupo e consolidar uma base sólida de atuação rapidamente parecem passos essenciais para evitar que equívocos de leitura tática, como o observado na estreia, resultem em prejuízos futuros.
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