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Inter atropela Grêmio no Gre-Nal 449: Borré decisivo e Pezzolano mostra estratégia
Por Redação FutInter em 26/01/2026 02:01
O Internacional demonstrou autoridade e superioridade no Gre-Nal 449, selando a vitória por 4 a 2. A equipe comandada por Paulo Pezzolano apresentou um desempenho consistente ao longo de todo o confronto, sendo limitada na construção de um placar ainda mais elástico apenas pela falta de pontaria em algumas finalizações. Contudo, a noite foi marcada pela performance individual de Rafael Borré, que mais uma vez se mostrou decisivo contra o arquirrival e consolidou sua fase de recuperação.
Mesmo sofrendo um gol logo nos primeiros minutos do jogo, o Internacional rapidamente assumiu as rédeas da partida. O mérito é atribuído a Pezzolano, cujo esquema tático variou entre um 4-2-3-1 e momentos de uma linha de cinco defensores (5-3-2), com a contribuição de Vitinho recuando para auxiliar Bruno Gomes na proteção da base da jogada e do flanco.
Estratégia de Pezzolano e Desempenho Individual
A atuação ofensiva pelos corredores foi impulsionada pelo apoio de Bernabei. O lateral-esquerdo, atuando quase como um ponta, causou instabilidade na direita do Grêmio. O gol que selou a vantagem colorada, o quarto na partida, foi fruto de uma jogada iniciada com Carbonero, com quem formou uma dupla eficaz para pressionar Marcos Rocha.
A virada do placar se concretizou pela clara superioridade demonstrada em campo. A igualdade veio com participação crucial de Borré. Após cobrança de escanteio de Alan Patrick, a bola destinada à cabeça do camisa 19 foi interceptada por Noriega. No entanto, a sorte, ou a falta dela para os gremistas, fez com que a bola retornasse em Marcos Rocha, resultando em um gol contra que empatou o marcador.
O Controle do Jogo Colorado
A torcida no Beira-Rio reagiu com entusiasmo, impulsionando a equipe. A partir desse momento, Pezzolano superou Luís Castro no encaixe das peças e no domínio dos espaços em campo, apesar de algumas brechas terem sido concedidas na ala esquerda da defesa em determinados momentos.
Na retaguarda, Ronaldo mostrou segurança. No duelo individual, Paulinho levou a melhor sobre Arthur. Alan Patrick , embora sem balançar as redes, foi o maestro do meio-campo, ditando o ritmo e contribuindo com uma assistência. Vitinho , por sua vez, demonstrou habilidade ao superar Marlon diversas vezes, seja para cruzar ou finalizar. Na ponta esquerda, Carboni se mostrou incisivo, com pouquíssimos lances em que foi desarmado.
Ainda antes do intervalo, o Internacional já merecia estar à frente no placar, dada a quantidade de oportunidades criadas e desperdiçadas. Carbonero, em duas ocasiões, acertou a trave. No lance seguinte, seguiu pressionando e demonstrou maior precisão, garantindo os três pontos para sua equipe. Adicionalmente, houve um possível pênalti não marcado de Arthur sobre o camisa 7 dentro da área.
A Noite de Gala de Borré
O motivo para o placar favorável? Era a noite de brilho colombiano! Rafael Borré, que enfrentou críticas no ano anterior pelas falhas de finalização, mais uma vez gravou seu nome na história do clássico. Antes mesmo da vantagem gremista, aos dois minutos de jogo, ele já havia criado sua primeira chance.
O atacante mostrou-se participativo nas construções ofensivas e buscou a finalização com frequência. Borré demonstra conhecimento da área e, mais importante, entende a importância do clássico. Além de sua contribuição no primeiro gol de empate, ele cumpriu a função esperada de um centroavante: marcar gols.
Aos 28 minutos, após cruzamento de Carbonero pela esquerda, Borré cabeceou com precisão, sem chances para o goleiro adversário. Dois minutos depois, Paulinho acionou Alan Patrick , que lançou Borré. O atacante finalizou cruzado e rasteiro, vencendo Weverton.
A noite era inegavelmente sua. Borré provou ser um jogador talhado para enfrentar o Grêmio. Pela terceira vez em sua carreira, e a segunda com a camisa do Inter, ele foi o protagonista em um clássico contra o rival. Sua decisão anterior pelo Colorado ocorreu em 2024, e em 2018, ainda pelo River Plate, marcou na virada por 2 a 1 que eliminou o Tricolor da Copa Libertadores.
"São partidas especiais. No outro clube, aquela semifinal foi marcante. Agora, no Inter, são clássicos, partidas que o jogador gosta de viver. Fazer os gols é lindo. O mais importante é a vitória", declarou o atacante após o jogo.
Legitimando o Projeto Colorada
Borré deixou o campo aos 43 minutos para dar lugar a João Bezerra. O Beira-Rio se levantou em uníssono para aplaudir o colombiano, que retribuiu o carinho, permanecendo no banco até o apito final.
O placar de 4 a 2 não apenas serve como um marco de reabilitação para Borré, mas também legitima o projeto de Pezzolano. Um Internacional móvel, agressivo e protagonista, capaz de variar sua estrutura tática sem perder sua identidade. Em janeiro, a meta de recuperar o atacante parecia ambiciosa; com quatro gols marcados, incluindo os dois no clássico, a missão agora soa como encaminhada.
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