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Fabinho Soldado no Internacional: Desafios e carências do elenco
Por Redação FutInter em 04/01/2026 05:11
O Departamento de Futebol do Internacional inicia um novo ciclo com a oficialização de Fabinho Soldado como diretor executivo. Com vínculo estabelecido até dezembro de 2026, o dirigente assume um setor que passou por transformações recentes após as saídas de André Mazzuco e D'Alessandro. Agora, Soldado divide a gestão com Abel Braga, que permanece como diretor, mas encontra um cenário de escassez financeira e lacunas evidentes no grupo de jogadores.
A realidade que se apresenta ao novo executivo é de extrema complexidade. Sem anúncios de reforços até o momento e com o orçamento restrito, a gestão precisará de precisão cirúrgica no mercado. A prioridade imediata é preencher os espaços deixados por atletas negociados, garantindo que o técnico tenha alternativas viáveis para as competições da temporada.
Lacunas no setor ofensivo e a busca por novas características
Uma das perdas mais sentidas no planejamento técnico foi a saída de Ricardo Mathias. O jovem centroavante, negociado com o Al Ahli, da Arábia Saudita, não era apenas um reserva imediato para Borré; ele oferecia uma variação tática que o elenco agora desconhece. Com 1,95m de altura, Mathias entregava uma presença de área e um jogo posicional que o titular colombiano, de mobilidade e menor estatura, não possui.
A carência no ataque obriga Fabinho Soldado a buscar nomes que tragam tanto volume numérico quanto diversidade de estilo. O setor ofensivo demonstrou fragilidade quando Borré enfrentou oscilações, e a ausência de uma peça com as características do jovem vendido deixa o Internacional previsível em situações de jogo que exigem maior imposição física dentro da grande área adversária.
Dificuldades nas negociações e o impasse no meio-campo
No setor de contenção e armação, o cenário não é menos desafiador. A venda de Luis Otávio para o Orlando City reduziu as opções de volantes, e a confiança em Thiago Maia ainda não é plena entre os observadores mais críticos. Embora Bruno Gomes tenha retornado com vigor após um longo período de inatividade por lesão, o meio-campo carece de uma liderança técnica indiscutível.
A tentativa de repatriar Fernando é o primeiro grande teste de Soldado nas mesas de negociação. Entretanto, o desfecho positivo esbarra em questões financeiras. O impasse nos valores demonstra a rigidez do orçamento colorado, dificultando a chegada de atletas que poderiam elevar o patamar do setor defensivo do meio-campo de forma imediata.
| Atleta | Posição | Situação Atual |
|---|---|---|
| Vitão | Zagueiro | Vendido ao Flamengo |
| Ricardo Mathias | Centroavante | Vendido ao Al Ahli |
| Luis Otávio | Volante | Vendido ao Orlando City |
| Fernando | Volante | Negociação travada por valores |
A urgência de reposição no sistema defensivo
A retaguarda colorada sofreu um golpe significativo com a transferência de Vitão para o Flamengo. Se por um lado a diretoria conseguiu assegurar as renovações de Mercado e Victor Gabriel, por outro, a qualidade técnica do miolo de zaga preocupa. O desempenho de Clayton Sampaio e Juninho na última temporada foi insatisfatório, evidenciando que o clube não possui peças de reposição à altura para manter a solidez defensiva.
Fabinho Soldado precisará encontrar no mercado um defensor que não chegue apenas para compor o grupo, mas que tenha condições de disputar a titularidade. O desafio é encontrar esse perfil dentro das limitações econômicas que travam as movimentações do clube. A margem de erro para o novo executivo é mínima, e a cobrança por resultados imediatos na montagem do elenco será o tom de sua trajetória inicial no Beira-Rio.
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